Ação judicial em Nova York visa carteiras de bitcoin inativas, gerando debate jurídico

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Relatório do CoinNews:

Uma ação judicial em Nova York está levando à tona os limites legais dos ativos de autogestão de Bitcoin. O autor pede ao tribunal que reconheça sua propriedade legal sobre 39.069 endereços de carteira que não apresentaram atividade na cadeia por longo tempo, supostamente detendo um total de cerca de 3,7 milhões de BTC.

Ação apresentada no tribunal do estado de Nova York em 1º de maio

O caso foi apresentado ao Tribunal Supremo do Estado de Nova York em 1º de maio de 2026. O autor processou sob o nome "Noah Doe", alegando que identificou, por meio de algoritmo, endereços de carteiras inativos há pelo menos 5 a 6 anos e os relatou como "bens descobertos" ao Departamento de Polícia de Nova York.

A queixa se baseia na Seção 7-B da Lei de Bens Pessoais de Nova York, tentando classificar essas carteiras há muito inativas como bens perdidos ou abandonados. O autor alega que notificações foram enviadas por meio de informações on-chain OP_RETURN, páginas web públicas e comunicados à imprensa. Alguns endereços foram removidos da lista após apresentarem atividade on-chain após a notificação.

Envolve aproximadamente 3,7 milhões de BTC

Relata-se que o volume de bitcoins correspondente aos endereços restantes é de aproximadamente 3,7 milhões, com um valor de cerca de US$ 285 bilhões ao preço atual. A lista supostamente inclui endereços associados a Satoshi Nakamoto e ao Mt. Gox, o que rapidamente atraiu a atenção do mercado.

No entanto, a ação judicial não alega que o autor detém as chaves privadas dessas carteiras. Isso significa que, mesmo que o tribunal emita uma decisão a favor do autor, a própria rede Bitcoin não transferirá automaticamente os ativos. Sem a assinatura criptográfica correta, os bitcoins relacionados ainda não podem ser movidos.

Hoskinson critica publicamente

O fundador do Cardano, Charles Hoskinson, criticou publicamente o caso no X. Ele ironizou que afirmar que dinheiro mantido em cofres por muito tempo é equivalente a apropriação indébita também não faz sentido. Ele questionou ainda que a inatividade prolongada não deveria ser considerada equivalente a renúncia ativa, especialmente em cenários de auto-custódia.

Esta também é a parte mais observada do caso. Contas bancárias ou contas de exchanges geralmente envolvem terceiros, registros de conta e procedimentos para contas inativas, mas carteiras autocontroladas de Bitcoin não dependem desse tipo de intermediário. Muitos detentores de longo prazo já mantêm seus ativos em carteiras frias por anos sem movimentação, para reduzir riscos.

A propriedade auto-hospedada enfrenta teste legal

A controvérsia central do caso é se a lei estadual pode classificar carteiras autocontroladas como bens abandonados apenas com base em “anos sem movimentação”. Se o tribunal adotar esse raciocínio, pode abrir um debate mais amplo sobre a posse, herança e direitos de autocontrole de ativos digitais.

O relatório também mencionou que alguns endereços antigos utilizam formatos de script mais antigos, e a validade da notificação enviada pelo autor da ação pode se tornar um ponto de controvérsia posteriormente. Atualmente, este caso ainda está em fase processual, e o tribunal ainda não confirmou a propriedade do autor da ação sobre essas carteiras ou os bitcoins relacionados.

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